Medidas contra portos de minério de ferro são 'arbitrárias', diz ATP

Ações recentes de autoridades municipais que geraram multas, interdições e fechamento de terminais privados de movimentação de minério de ferro em Itaguaí e Mangaratiba, no Rio de Janeiro, foram criticadas nesta quinta-feira (29) pela Associação de Terminais Portuários Privados (ATP).


"Os terminais portuários privados foram vítimas de acusações infundadas das prefeituras, já que dispõem de toda a documentação regularizada e aprovada pelo órgão estadual responsável pelo licenciamento ambiental. Além disso, as prefeituras não apresentaram evidências que comprovem qualquer dano ambiental na operação dos terminais" , afirmou a entidade, que definiu as medidas como "arbitrárias".

As interdições em terminais de embarque de minério de ferro brasileiros puseram o mercado global do insumo siderúrgico em alerta na semana passada, com receio de redução na oferta em meio a uma forte demanda da China e crescimento da procura pela matéria-prima por outros países que começam a ver recuperação das economias.

A prefeitura de Itaguaí anunciou nesta quinta-feira uma multa de R$ 2,38 milhões sobre a Companhia Portuária Baía de Sepetiba (CPBS), subsidiária da Vale.

No início da semana, a mineradora teve seu Terminal da Ilha Guaíba (TIG), em Mangaratiba, brevemente interditado pela prefeitura, antes de uma liberação do órgão ambiental estadual.

Na sexta-feira passada, a CSN foi multada em 4 milhões de reais e teve operações em terminais de Itaguaí (RJ) temporariamente interditadas por supostas irregularidades ambientais por autoridades da cidade, também com posterior liberação pelo Inea, órgão do governo fluminense.


As informações são da Reuters.

0 comentário