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Largo Vanádio de Maracás diversifica portfólio com ilmenita produzida a partir de rejeitos

Produto é matéria-prima essencial para a fabricação de pigmentos para o mercado de tintas.



A Largo Vanádio de Maracás projeta uma produção de 83 mil toneladas de ilmenita em 2024. O novo produto do portfólio vai representar cerca de 10% da receita da companhia. “A diversificação para a Ilmenita foi uma escolha estratégica com importantes vantagens competitivas, por exemplo, uma fonte de receita diferente da atual, o Vanádio. Isto traz robustez para o negócio à medida que nossa rentabilidade está atrelada a dois mercados diferentes. O Brasil, hoje, importa 2/3 de sua demanda de pigmentos, tornando a Largo um produtor nacional e com vantagens para suprir a demanda local”, explica o COO da Largo, Célio Pereira.


A Ilmenita será comercializada para produção de pigmentos que atende o mercado de tintas em geral, para construção civil, plásticos e indústria automobilística. O executivo ressalta, ainda, um importante diferencial. “Nossa Ilmenita é produzida a partir de um rejeito, que já é lavrado e cominuído para a produção do Vanádio, gerando uma grande vantagem competitiva em termos de custo de produção”, completa. A Largo iniciou a produção de ilmenita em agosto de 2023 e o total da produção do ano foi de 10.020 toneladas. Somente no quarto trimestre foram produzidas 8.970 toneladas. A produção de Ilmenita foi de 814 toneladas em outubro, 2.546 toneladas em novembro e 5.610 toneladas em dezembro.


Sustentabilidade e inovação


Além de ter um novo produto no portfólio, a empresa vai reduzir em 8% a produção de rejeitos na planta de vanádio, em Maracás, tornando a companhia ainda mais sustentável. Isto porque, da maneira como era retirada do processo até 2023, a ilmenita não tinha valor comercial pois encontrava-se em baixas concentrações e agregada a outros minerais de sílica e ferro e, por isso, era disposta em bacias de rejeitos. Para o projeto de produção de ilmenita, a Largo aportou investimentos da ordem de R$ 186,5 milhões em pesquisa, desenvolvimento e construção da planta.


“Esse desenvolvimento, que envolveu especialistas da Largo e contou com o auxílio de renomados centros de pesquisa brasileiros, foi bem-sucedido, resultando em um projeto de implantação de uma instalação industrial de concentração de ilmenita de forma sustentável. A iniciativa faz parte dos pilares estratégicos de crescimento e sustentabilidade da companhia”, ressalta o COO.


Atualmente, na produção de vanádio, a maior parte da ilmenita é segregada da magnetita num processo conhecido como separação magnética. Os estudos conduzidos pela Largo nos últimos cinco anos resultaram no desenvolvimento de uma rota de concentração e produção de ilmenita que pode ser usada para depósitos rochosos. Esta rota utiliza a tecnologia de flotação, que apesar de ser bem conhecida em outras indústrias, como as de produção de minério de ferro, ouro, níquel e talco, é pouco utilizada na produção de ilmenita.



Fonte: Conexão Mineral

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