Governo prevê investimentos privados de mais de R$ 40 bi em ferrovias


O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse na quinta-feira (3) que o governo tem como meta atrair mais de R$ 40 bilhões de investimentos privados no sistema ferroviário brasileiro nos próximos anos. A afirmação foi feita durante a conferência online Indústria em Debate: Infraestrutura e Retomada da Economia, promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

"O que está sendo plantado agora vai fazer com que a participação do modal ferroviário na matriz (de transportes) dobre nos próximos oito anos. Isso vai criar competição entre os operadores e vai ter repercussão imediata no frete", disse o ministro.

Ele citou como exemplo a renovação de concessão de duas ferrovias administradas pela Vale, a Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM) e a Estrada de Ferro Carajás (EFC), que vai permitir o investimento privado de R$ 17 bilhões na malha.

Entre as obras citadas pelo ministro estão a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que permitirá o escoamento da produção mineral do interior para o litoral da Bahia; o projeto de concessão da Ferrogrão, nova ferrovia que ligará Sinop, no norte de Mato Grosso, a Itaituba, no Pará, em análise no Tribunal de Contas da União (TCU), e que deve atrair R$ 12 bilhões em investimentos; e o trecho da Ferrovia Norte-Sul, que vai ligar o Porto de Itaqui (MA) ao Porto de Santos e terá R$ 2,8 bilhões de investimento. 

Freitas destacou que entidades ambientais internacionais estão assessorando na elaboração de projetos para que já "nasçam com o selo verde". "Precisamos fazer projetos sustentáveis por uma razão muito simples, para ter acesso a mais uma forma de funding (financiamento). A gente sabe que os fluxos financeiros estarão atrelados aos padrões ambientais".

No mês passado, o governo federal anunciou que pretende aumentar o modal ferroviário, que hoje corresponde a 15% da matriz de transporte brasileira, para 30% nos próximos 10 anos. O objetivo é melhorar o escoamento da produção e reduzir os custos. Para isso, o Ministério da Infraestrutura aposta na participação da iniciativa privada, por meio do PPI, o Programa de Parcerias de Investimentos. As informações são da Agência Brasil.

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