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Gigante do aço que descobriu Carajás é vendida aos japoneses

Para a Nippon Steel, a aquisição é estratégica, pois permite elevar a capacidade de sua subsidiária nos EUA, a NSC, para 100 milhões




A gigante japonesa do aço Nippon Steel adquiriu um ícone da siderurgia norte-americana, a U.S. Steel, um dos mais tradicionais produtores integrados de aço dos EUA, que opera desde 1901 e utiliza atualmente altos fornos e fornos elétricos em seu parque produtivo.


Pela aquisição, a Nippon Steel pagará US$ 55.00 para cada uma das ações emitidas da U.S. Steel, o que dá um total de aproximadamente US$ 15,6 bilhões, já que a U.S. Steel tinha 285 milhões de ações em circulação. O prêmio pago é de 40% sobre o valor das ações da siderúrgica norte-americana, que era de US$ 39,33 em 15 de dezembro deste ano.


Para a Nippon Steel, a aquisição é estratégica, já que permite elevar a capacidade de sua subsidiária nos EUA, a NSC, para 100 milhões de toneladas/ano de aço bruto através da expansão de sua produção integrada e ter produção em locais onde a demanda tem boas perspectivas de crescimento.


A estratégia da NSC é adquirir usinas integradas através de aquisições ou participações de capital, como forma de expandir sua base de produção. Nessa linha, a empresa adquiriu a Essar Steel (agora AM/NS India), na Índia, em dezembro de 2019 e a G Steel e GJ Steel na Tailândia, em março de 2022.


De acordo com a gigante japonesa, a indústria de aço nos Estados Unidos é direcionada pela demanda doméstica e os produtores americanos não são altamente dependentes de exportações. Além disso, é notório que há uma tendência de trazer de volta a indústria de aço americana em setores downstream, como energia e manufatura, devido ao custo de energia relativamente baixo nos EUA e mudanças estruturais na economia mundial.


A U.S. Steel desempenhou um papel importante na mineração brasileira, nos anos 1960, ao conduzir um amplo programa de exploração na Amazônia, em busca de manganês, o qual levou à descoberta, em 1967, das imensas jazidas de minério de ferro de Carajás. A siderúrgica norte-americana chegou a ser sócia da então CVRD (hoje Vale) na Amazônia Mineração, que tinha como objetivo a implantação do Projeto Carajás. Posteriormente, no entanto, a U.S. Steel decidiu retirar-se do projeto, sendo indenizada em US$ 50 milhões, a valores da época, e a CVRD ficou sozinha no empreendimento. A continuidade das pesquisas minerais revelou que Carajás é hoje uma das maiores províncias minerais do mundo, possuindo, além do minério de ferro e manganês, jazidas de cobre/ouro, níquel e até minerais do grupo platina.


Fonte: Brasil Mineral


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