Estimativas apontam lucro da Vale de US$ 3,6 bi no terceiro trimestre



A alta dos preços do minério de ferro deve render à Vale um resultado no terceiro trimestre com números melhores que em igual período do ano passado. Analistas acreditam que a commodity acima dos R$ 110 contribuirá para aumento do lucro da mineradora no período. A companhia divulga o resultado do 3T20 nesta quarta-feira (28).

Estimativa de cinco bancos e corretoras compilada pelo Valor aponta para média de receita de US$ 10,98 bilhões entre julho e setembro, 7,48% acima do terceiro trimestre de 2019. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) teria alta de 32%, para US$ 6,08 bilhões, enquanto o lucro líquido avançaria expressivos 118,4%, para US$ 3,61 bilhões.

As estimativas chamaram a atenção pela convergência. O maior patamar para o lucro, por exemplo, foi de US$ 3,73 bilhões, do Bradesco BBI, enquanto a menor estimativa ficou com a XP Investimentos, com US$ 3,42 bilhões. O Ebitda, por sua vez, variou de US$ 5,44 bilhões, projeção da XP, aos US$ 6,36 bilhões do Morgan Stanley, enquanto a receita operacional líquida ficou entre os US$ 10,66 bilhões da XP e os US$ 11,4 bilhões do Morgan Stanley. Também participaram do levantamento Itaú BBA e JP Morgan.

Para a XP Investimentos, os preços mais altos do minério de ferro entre julho e setembro - segundo a corretora na casa dos US$ 116 por tonelada - e os melhores volumes, com 78 milhões de toneladas vendidas, devem gerar "números mais fortes no terceiro trimestre".

A corretora, porém, alerta que em relação aos custos o frete mais alto pode anular benefícios de custos de produção mais baixos.

O Morgan Stanley ressaltou que, a despeito dos "sólidos" níveis de produção por todas as operações e os embarques melhores que o esperado na maior parte das commodities, as vendas de minério de ferro da Vale vieram, no relatório de produção divulgado na semana passada, 11% abaixo dos modelos desenhados pelo banco de investimento. Com isso, houve redução na estimativa para o Ebitda, para US$ 6,36 bilhões.


O banco destacou que a produção de minério de ferro, de 88,7 milhões de toneladas no terceiro trimestre, foi 5% maior que os 84,8 milhões de toneladas que eram esperados, mas os embarques de 65,8 milhões de toneladas ficaram "bem abaixo" dos 74 milhões de toneladas esperados.

O Morgan Stanley lembrou que as vendas ficaram bem abaixo da produção principalmente por causa da diferença de velocidade entre o "ramp-up" das operações e as vendas na China e a reconstrução de estoques. Além disso, o banco destacou que o prêmio realizado pela qualidade do minério passou de US$ 5,3 por tonelada no segundo trimestre para US$ 3,7 por tonelada entre julho e setembro.

O Bradesco BBI, por sua vez, destaca que os preços do minério com 62% de teor de ferro subiram 27% na comparação com o segundo trimestre. O banco estima um preço médio realizado pela companhia no terceiro trimestre de US$ 114 a tonelada e também projeta queda de cerca de US$ 17 a tonelada no segundo trimestre para US$ 15 a tonelada entre julho e setembro. Segundo o relatório do banco, essa queda vai ser compensada pelo menor prêmio por qualidade e pela alta dos fretes.

O Itaú BBA foi mais um a ressaltar o efeito dos preços mais altos no resultado esperado para a mineradora no terceiro trimestre. De acordo com a previsão do banco, os preços realizados pela companhia devem subir US$ 24 por tonelada frente ao segundo trimestre, para cerca de US$ 113 por tonelada, beneficiados pela alta dos preços à vista e ajustes positivos. As informações são do Valor Econômico.

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