Diversidade ajuda desempenho da Bahia em 2021

Estado é líder nacional na produção de 18 substâncias minerais e único produtor de vanádio e urânio do País.




A Bahia registrou faturamento de R$ 8,15 bilhões em 2021, dos quais R$ 2,6 bilhões somente no terceiro trimestre de 2021, um crescimento de 59% em relação ao mesmo período de 2020. O crescimento no estado baiano foi puxado em especial pela alta expressiva do minério de ferro: 3.243% em suas operações de janeiro a dezembro, conforme informações da Agência Nacional de Mineração (ANM). “Foi um ano de muitas conquistas. Aliados a estes números, em 2018 passamos para o quarto lugar nacional em arrecadação de CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) e terminamos 2021 cabeça a cabeça para passar Goiás”, comemora o presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Antonio Carlos Tramm.


No biênio 2019/2020, a Bahia foi o estado que mais investiu em pesquisa mineral, de acordo com a ANM. Foram investidos mais de R$ 600 milhões nas fases de autorização de pesquisa e de lavra. “Acredito que ainda é preciso investir mais e que deveria existir no país incentivo para pesquisa mineral como, por exemplo, através de dedução fiscal”, defende Tramm.


O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Nelson Leal, destaca a diversidade da produção mineral em solo baiano. “Atualmente temos o ferro, o ouro e o níquel como os principais bens minerais produzidos na Bahia que, juntamente a outros minérios, completam uma grande variedade que nos anima em um crescimento contínuo e sustentável do setor”.


A expectativa é que este números cresçam cada vez mais após a conclusão das obras da primeira fase da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que liga Caetité ao Porto Sul, em Ilhéus, prevista para 2024. “Acredito que a Bahia será, em um futuro muito breve, o segundo maior polo de mineração do Brasil. Como Federação das Indústrias, queremos dar todo o suporte necessário a este setor”, afirma o presidente da Fieb, Ricardo Alban. Análises recentes da CBPM demonstram que o centro-oeste baiano, onde fica Caetité, é rico em minério de ferro, urânio e outros minerais. “Na esteira da Fiol, a CBPM já trabalha para atrair mais investimentos às oportunidades identificadas na região e, também, em estudos de novas jazidas minerais a 100 km de distância de cada lado dos trilhos”, adianta Tramm.


Líder nacional na produção de 18 substâncias minerais e único produtor de vanádio e urânio do País, o setor mineral baiano ainda gerou 1.305 novos postos de trabalho entre janeiro e outubro de 2021, segundo dados do Caged do Ministério da Economia.


Fonte: Brasil Mineral

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