Desmanche de fiscalização faz garimpo ilegal superar a mineração

Atualmente se tem conhecimento de 45.159 hectares, ou seja, 51,1% do total de área em exploração mineral, não possuem autorizações ou título.



Voltar ao assunto de que a garimpagem é prejudicial ao País não é repetição, mas alerta contra a evasão de riquezas. Conforme registros da Agência Nacional de Mineração (ANM), mais da metade das áreas de garimpo é ilegal e, certamente, toda a riqueza extraída está circulando no mercado clandestino, nas mãos de poucos, sem nada recolher de tributos e muito menos recompondo as devidas compensações ambientais e sociais do impacto causado.


Atualmente se tem conhecimento de 45.159 hectares, ou seja, 51,1% do total de área em exploração mineral, não possuem autorizações ou títulos de lavras para a respectiva atividade. O Brasil vem sofrendo com o aumento da garimpagem ilegal, inclusive dentro de áreas que deveriam ser protegidas como Terras Indígenas e Unidades de Conservação, que registram 45% dessa expansão.


Enquanto a ilegalidade avança, a operacionalidade de forma legal vem reduzindo. A saber, na década de 2010 a 2020, os dados mostram que a expansão do garimpo foi de 62,5 mil hectares, acumulando 1.800 hectares no período de 2019 a 2020, e no período a mineração industrial (que arrecada os tributos e formaliza a riqueza da Pátria) cresceu 1,5 mil hectares. Os números estão aí para qualquer prova ou contraprova, diante de um desmanche das estruturas de fiscalização e controle.


Fonte: Diário da Amazônia

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