Demanda de aço na China deve manter crescimento no segundo semestre


Espera-se que a demanda doméstica de aço da China se recupere ainda mais neste semestre de 2020. O crescimento será amparado no fortalecimento contínuo da economia doméstica para alcançar um crescimento para todo o ano, compensando quedas no primeiro semestre em meio à Covid-19. A avaliação é do presidente da Associação de Ferro e Aço da China (Cisa, na sigla em inglês), Shen Bin.

"No primeiro semestre, a indústria siderúrgica da China superou montanhas de dificuldades causadas pela Covid-19 e manteve em grande parte produção e operações estáveis", declarou Shen na reunião do conselho da Cisa em Zhangjiagang, província de Jiangsu no leste da China, no último dia 31. "Embora a eficácia econômica (da indústria siderúrgica) tenha sido muito menor do que no ano anterior, a tendência melhorou gradualmente a cada mês", acrescentou.

O último relatório de análise da indústria da Cisa divulgado na reunião também reafirmou que a demanda doméstica de aço da China provavelmente crescerá constantemente nesta metade do ano sustentada particularmente pelo setor de construção.

Expandir ativamente a demanda doméstica é uma direção importante para o desenvolvimento econômico do país, e o governo central da China anunciou uma série de iniciativas financeiras e monetárias e outras medidas relacionadas em seu Relatório de Trabalho do Governo para 2020 (lançado no final de maio), incluindo aumento de investimentos e cortes de impostos e taxas, que, na realidade, ajudaram a garantir operações estáveis nas siderúrgicas chinesas.

"A demanda principal de aço da China ainda permanece em um nível relativamente alto", observou Shen. "A pandemia levou a um declínio na demanda doméstica de aço, mas ainda existe uma demanda sólida nos campos tradicionais de consumo de aço. De fato, alguns campos ainda precisam ser aprimorados ", acrescentou, tomando a infraestrutura como exemplo.

Ainda existe uma grande lacuna entre a intensidade das obras de infraestrutura na China e as dos países desenvolvidos, sugerindo que a demanda de aço no setor ainda tem espaço para crescer, concluiu.


"O desenvolvimento em áreas como Pequim-Tianjin-Hebei, no norte da China, nas área do delta do rio Yangtze, do delta do rio Pérola e a nova área de Xiong'an, o cinturão econômico do rio Yangtze e a grande baía de Guangdong, Hong Kong e Macau atuarão como fontes consistentes de forte demanda de aço", observou.

"É difícil prever que as indústrias de construção e manufatura de automóveis sustentem o crescimento da demanda doméstica de aço, é muito provável que contribuam muito para garantir que a demanda de aço permaneça relativamente alta", afirmou Shen.

Além disso, indústrias emergentes, como o sistema sem fio de quinta geração (5G) e os data centers, também apresentarão novas oportunidades para a indústria siderúrgica, tanto em volume quanto na evolução de toda a indústria, acrescentou.

Para a indústria automobilística, espera-se que a produção e as vendas domésticas no semestre se recuperem para 90% dos níveis do mesmo período de, resultando em um declínio anual de 10% a 15% no fim de 2020, não muito substancial em comparação com uma perda anual de 7,5% na produção de automóveis, para 25,7 milhões de unidades, e uma queda anual de 8,2% nas vendas de automóveis, para 25,8 milhões em 2019, segundo a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis.

Para o segundo semestre, a indústria de máquinas da China também estará se recuperando ainda mais, e sua receita pode ser estável ou até aumentar ao longo de de 2020, de acordo com o relatório da Cisa. Da mesma forma, a indústria de eletrodomésticos pode produzir mais para o segundo semestre de 2020, e sua demanda de aço, portanto, corresponder ao nível de 2019.

Entre janeiro e junho, a produção de aço acabado da China totalizou 605,8 milhões de toneladas, ou 2,7% a mais que no ano, de acordo com dados do Bureau Nacional de Estatísticas do país. Com informações da MySteel Global.

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