Covid-19 gera críticas e interdições em mineradoras em todo o mundo

Em todo o mundo, grandes mineradoras têm sido alvo de críticas associadas à propagação da pandemia do novo coronavírus nas regiões onde mantêm operações, uma vez que o status de atividade essencial garantiu a continuidade das atividades independentemente da explosão de casos de Covid-19.


Ao mesmo tempo, a morte de um trabalhador no Chile e o avanço da doença em diferentes países parecem ter despertado as autoridades para a necessidade de maior rigor na aplicação de normas de saúde e segurança nas áreas de mineração.

Na semana passada, um grupo de 335 organizações sem fins lucrativos de ao menos 18 países, entre os quais o Brasil, emitiram um posicionamento global condenando as ações das mineradoras em geral frente à pandemia, e acusando o setor e governos de ignorarem os riscos do novo coronavírus, priorizando os lucros, e usarem a crise sanitária para enfraquecer regulações.

"A indústria de mineração é uma das mais poluentes, mortais e destrutivas do mundo. Até o momento, as respostas das mineradoras à pandemia de Covid-19 receberam pouco escrutínio em comparação com outras indústrias que buscam lucrar com essa crise. Nós, as organizações abaixo-assinadas, condenamos e rejeitamos os meios pelos quais o setor de mineração e inúmeros governos estão se aproveitando para produzir novas oportunidades [de negócio]", diz o documento produzido pela coalizão multinacional.

Em linhas gerais, as entidades afirmam, a partir da análise de informações veiculadas na mídia e de contatos com comunidades e trabalhadores, que as mineradoras estão usando todos os meios disponíveis para manter suas operações, incluindo o pedido de enquadramento como serviço essencial, transformando as minas em vetores de disseminação da Covid-19.

Do lado dos governos, segue o grupo, medidas extraordinárias, entre as quais o uso de força policial ou militar, têm sido adotadas contra aqueles que lutam pela saúde pública.


No Chile, maior exportador de cobre do mundo, a confirmação da morte de um funcionário da estatal Codelco em decorrência da doença, no fim de semana, levou o governo a endurecer a fiscalização para garantir a aplicação de medidas de segurança, segundo a imprensa internacional.

A Federação dos Trabalhadores do Cobre lamentou a ocorrência e, em comunicado dirigido à Codelco, informou que não aceitará "que se sobreponha a produção e qualquer outro objetivo do negócio de mineração à proteção da vida".

Na Polônia, conforme agências internacionais de notícia, o governo anunciou a suspensão das atividades em 12 minas de carvão operadas pelas empresas Polska Grupa Górnicza (PGG) e Jastrzebska Spólka Weglowa (JSW), durante três semanas, num esforço para controlar o avanço da Covid-19. As entregas de carvão não devem ser afetadas pela parada temporária.

De acordo com a organização MiningWatch Canada, uma das signatárias do documento publicado na semana passada, pelo menos uma dezena de minas em todo o mundo, incluindo o complexo da Vale em Itabira (MG), estão no centro de regiões com dezenas ou centenas de casos da Covid-19. Uma mina na Polônia e outra na Rússia lideravam em número de infecções, com cerca de 1,5 mil casos e 870 casos, respectivamente.


Fonte: Notícias de Mineração Brasil

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