Continental Exportação aguarda GU para implantar projeto de manganês no TO



A Continental Exportação de Minério de Manganês está em fase final de aprovação de seu projeto de extração de manganês pela Agência Nacional de Mineração (ANM) em Goianorte, município a 256 km de Palmas, no Tocantins. Segundo a Agência de Mineração do Estado (Ameto), a expectativa da planta, que soma uma área de mais de 12 mil hectares, é de produzir até 500 mil toneladas do minério por ano.

O empresário e proprietário da mineradora, Alexandre José Silva, adiantou que toda a produção será exportada para China e Estados Unidos e que agora está aguardando apenas a liberação da Guia de Utilização (GU) pela ANM.

"Estou envolvido nesse processo há cerca de três anos, organizando a parte documental que é muito trabalhosa. O setor de mineração é algo muito complexo, mas acreditamos no potencial do Tocantins. Agora, só nos falta essa guia da Agência Nacional de Mineração, que já está em posse de todos os documentos exigidos para análise", disse ele.

"Não devemos demorar muito para começar com os trabalhos. Já conseguimos firmar contratos para exportar esse produto, destinado aos mercados internacionais da China e Estados Unidos", destaca.

O presidente da Ameto, Aparecido Giacometto, disse que a empresa conta com o apoio da ANM regional para agilizar a liberação da guia. "A regional da ANM no Tocantins não mede esforços para agilizar a análise dos processos minerários importantes para o Estado. Por isso, estamos confiantes que rapidamente essa Guia de Utilização será liberada", afirma.

Giacometto ressaltou a importância do projeto para o município de Goianorte, já que deve gerar 600 empregos diretos, quando a capacidade de produção estiver em 100%, e pela arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem).


"Levando em conta apenas aquilo que será repassado ao município de Goianorte, a distribuição da Cfem poderá destinar até R$ 100 mil por mês para a prefeitura local [R$ 1,3 milhão por ano]. Isso é um grande avanço para as políticas públicas do município, que vai poder destinar esse recurso à educação, à saúde e outras áreas importantes para o bem-estar da população", aponta Giacometto.

A Ameto informou que, em Goianorte, o principal mineral de manganês é a pirolusita, tido como a mais importante fonte do elemento para exploração comercial.

Projetos

O presidente da Ameto destaca que as atividades minerais estão se desenvolvendo com mais destaque em Tocantins nos últimos anos. "Com o passar dos anos, estamos percebendo um crescimento no setor mineral tocantinense. Mais empresas estão vindo para o estado, buscando informações sobre o potencial de nossos recursos minerais, que são abundantes. Temos todas as condições de despontar no cenário nacional e isso agrega oportunidades e novas tecnologias, gerando mais empregos e mais receitas tanto para o Estado quanto para os municípios envolvidos", destaca.

A Ameto ressalta que, além da mina que pertence à Continental Exportação, existem outros projetos em desenvolvimento no Estado, como a recém-iniciada produção da mina de ouro da Monte Sinai Mineração, no município de Porto Nacional; e o projeto da mina de ouro no município de Almas, da Rio Novo Mineração, cujo cronograma de implantação prevê o início das operações em 2022. O órgão enfatiza também o "grande potencial" na mina de feldspato potássico para remineralização de solos agrícolas, da empresa Rio dos Mangues Mineração, que está em fase final de licenciamento ambiental, também em Porto Nacional.

"A pesquisa geológica complementar segue também para confirmação da viabilidade de implantação de uma mina de zinco, cobre e chumbo em Palmeirópolis, dentre várias outras que estão em fase de estudos geológicos pelo Estado", afirma a Ameto em nota.

O presidente do órgão apontou ainda outras substâncias minerais que vem ganhando destaque em Tocantins. "Dentre os outros bens minerais produzidos no Estado, destacam-se os chamados agregados para a construção civil [areia, argila, cascalho e brita]; os minerais fosfatados, utilizados como insumo na indústria de fertilizantes; o ouro e as pedras preciosas e semipreciosas produzidos pela atividade garimpeira. Ocorrem ainda produções menos significativas de rochas ornamentais, água mineral e quartzo, dentre outros", finaliza.


Fonte: Notícias de Mineração do Brasil

0 comentário

SINDIMINA - Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Extração, Pesquisa e Benefício de Ferro, Metais Básicos e Preciosos de Serrinha e Região

Rua Macário Ferreira, nº 522 - Centro - Serrinha-BA     / Telefone: 75 3261 2415 /  sindimina@gmail.com

Funcionamento :  segunda a sexta-feira, das  8h às 18h.