Codemge vai discutir desenvolvimento para região de MG baseado no lítio

A diretoria da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) deve receber nos próximos dias representantes de diferentes setores da sociedade para discutir medidas de criação de emprego e renda para a região do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. É lá que será que está o projeto de lítio Grota do Cirilo, da Sigma Lithium, em torno do qual devem ser propostas iniciativas para o desenvolvimento da região.



A reunião foi acertada durante um debate virtual promovido pelo deputado estadual mineiro Marquinhos Lemos (PT), que contou com as participações do secretário-adjunto de Estado de Desenvolvimento Econômico do Estado, Fernando Passalio, do ex-presidente da Sigma Mineração, subsidiária da Sigma Lithium, Itamar Resende, e o professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) Rossandro Ramos.

O debate online foi motivado pelo anúncio do governador de Minas, Romeu Zema (Novo), da instalação de uma fábrica de baterias de lítio-enxofre da Oxys Energy em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. As reservas de lítio no Vale do Jequitinhonha são consideradas as maiores do país.

Durante a discussão, Fernando Passalio se comprometeu a agendar uma reunião entre a Codemge e empresários, deputados e pesquisadores para discutir e criar um programa de desenvolvimento para a região do Jequitinhonha, uma das mais pobres do Estado.

"O governo do Estado precisa realizar investimentos imediatos para que a região possa participar de toda a cadeia produtiva do lítio, de modo a gerar mais desenvolvimento e renda para as comunidades locais", afirmou o deputado Marquinhos Lemos.

Na terça-feira (16), a Sigma anunciou que a espanhola Duro Felguera apresentou a melhor proposta para o contrato de engenharia, suprimentos e construção (EPC, na sigla em inglês) para o desenvolvimento do projeto de lítio Grota do Cirilo, projeto avaliado em mais de R$ 500 milhões.


Ao anunciar a fábrica em Juiz de Fora, Romeu Zema justificou a escolha do local com a proximidade com o Rio de Janeiro, onde está o porto que deve receber o lítio metálico que não é produzido no Brasil e será importado do Reino Unido para ser usado na planta.

Para Itamar Resende, o ideal é criar uma demanda interna para o lítio produzido no Brasil, como a adoção de frotas de ônibus elétricos. "A exportação é importante, mas não fará com que o lítio seja um despertador do desenvolvimento. Atualmente, 49% da poluição em São Paulo é proveniente de ônibus comum. Investindo nesta tecnologia, é possível diminuir a poluição e criar a demanda interna pelo lítio", declarou.


Fonte: Notícias de Mineração do Brasil

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