BTG aponta esforço da Vale para reparar danos dos desastres ambientais


Em um momento em que o ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa, em português) ganha força entre os investidores, a Vale se esforça para reparar os danos dos desastres ambientais provocados pelas suas operações, diz o BTG. De acordo com seus analistas, embora os desastres de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais, demorem para serem superados, a percepção é de que a empresa está na direção certa para construir um caminho mais seguro e confiável.

"Louvamos a humildade da Vale para aprender com erros anteriores e remodelar a empresa para o futuro", afirmaram os analistas Leonardo Correa e Caio Greiner.

A equipe do BTG conversou com o time de gerenciamento da empresa para falar sobre esse assunto. Durante a reunião, a Vale informou que segue focada em encontrar as 11 vítimas desaparecidas no desastre de Brumadinho e reparar o meio ambiente.

Segundo informou a mineradora, essa iniciativa envolve a remoção de um total de 9,7 milhões de metros cúbicos de rejeitos até 2023 (1,6 milhão já removidos), e outras medidas, como o processo de limpeza do rio Paraopeba.

"A Vale tem dado suporte constante para aqueles impactados pela tragédia, mantendo um diálogo permanente e ouvindo a agenda local - no total, cerca de 11 mil interações de assistência social já foram realizadas", disse a dupla.

A companhia espera reparar totalmente os danos até 2025.


Empresa continua barata

Para o BTG, a Vale está barata em relação aos concorrentes australianos, com desconto de 35% a 40%. Ainda segundo o banco, três pilares guiam a redução de riscos da empresa: o retorno dos dividendos, a forte recuperação dos volumes e a melhora do ESG.

"Vemos a negociação de ações em 3,5 vezes o Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e reiteramos nossa compra na Vale, pois ainda vemos o lado positivo, mesmo punindo o estoque de vários ângulos", afirmam.


Minério de ferro em alta

Em outro relatório, o BTG destaca o trimestre quase perfeito para o minério de ferro. O real fraco ante o dólar, os volumes crescentes da produção e a recuperação dos preços levaram os analistas a rasgarem elogios ao setor.

Com o título "é hora do aço", o banco acredita que esse é um dos melhores momentos da commoditie nos últimos anos. "Inegavelmente, os principais vencedores no semestre foram os aços e a Vale, com um crescimento significativo da linha superior superando até mesmo as expectativas mais otimistas", afirmam Leonardo Correa e Caio Greiner. As informações são do Money Times.

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