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Bahia comercializa R$ 10,2 bilhões em 2022

Valor é 7% superior quando comparado ao ano anterior (R$ 9,6 bilhões).




Segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE), a produção mineral comercializada do Estado alcançou R$10,2 bilhões em 2022, valor 7% superior quando comparado ao ano anterior (R$ 9,6 bilhões). Ouro, cobre e níquel impulsionaram a arrecadação da Contribuição Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) nos municípios de Jacobina, Itagibá, Jaguarari e Juazeiro.


Dos mais de R$ 182 milhões arrecadados na Bahia, em 2022, mais de R$ 60 milhões foram dos municípios citados, de acordo com dados da ANM. “A mineração tem papel fundamental para o crescimento do estado. As cidades onde estão situadas as empresas são beneficiadas tanto com o dinheiro da CFEM, que retorna para o município, quanto pelos empregos gerados, que normalmente pagam três vezes a mais do que em outros setores, beneficiando toda a economia da cidade”, diz Antônio Carlos Tramm, presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM).


De acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), cerca de US$ 6 bilhões serão investidos no setor entre 2022 e 2026. Entre as empresas que estão investindo na mineração baiana está a Equinox Gold, que é parceira da CBPM. A mineradora investiu mais de US$ 100 milhões na construção de uma nova planta industrial na cidade de Santaluz e tem a expectativa de produzir três toneladas de ouro por ano. Outra empresa com grande previsão de investimentos no estado é a BAMIN, que pretende destinar R$ 20 bilhões para seus projetos até 2026. A companhia também aumentou o plano de produção de minério de ferro, de 18 milhões de toneladas para 26 milhões de toneladas, por ano, a partir de 2026, quando estiverem em operação o Trecho 1 da Ferrovia Oeste Leste (FIOL) e o Porto Sul.


Uma nova descoberta em 2023


Outro ponto positivo da Bahia são os investimentos em pesquisa mineral. Entre 2017 e 2021, a Bahia investiu mais de R$1,5 bilhão (contabilizando investimentos públicos e privados). “Nós precisamos ampliar, reconhecer o papel, a importância da pesquisa mineral e, nesse sentido, quero dar parabéns à Bahia e, particularmente, à CBPM. A Bahia hoje é a campeã nacional em pesquisa mineral, um em cada três reais aplicados em pesquisa é aqui na Bahia. A Bahia é o terceiro lugar na mineração hoje, só perdendo para o Pará e Minas Gerais, mas eles não perdem por esperar”, salienta o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração Raul Jungmann.


A CBPM, empresa que ajudou a Bahia a ser o estado mais bem estudado geologicamente do país, deverá confirmar, este ano, a descoberta de uma grande província mineral no extremo Norte do estado, que abrange as cidades de Casa Nova, Sento Sé, Pilão Arcado, Campo Alegre de Lourdes e Remanso. “Os trabalhos de pesquisas minerais, desenvolvidos em 2022, apresentaram excelentes resultados o que motivou a programação de um programa extensivo de sondagem, que será executado em 2023/2024, para definir a real potencialidade da província. Os quatro primeiros furos já realizados caracterizaram a presença de novos corpos/níveis de rochas ultramáficas acamadadas e sulfetadas, onde sobrepõem-se zonas com enriquecimento supergênicos de níquel, cobre e cobalto, mostrando ser essa província de mais alto potencial exploratório e uma das mais promissoras para o futuro da CBPM”, explica o diretor técnico da CBPM, Rafael Avena.


“Estima-se, que a área possa chegar a mais de 100 km de extensão e tenha potencial para níquel, cobre, cobalto, ouro, prata e outros bens minerais. A descoberta é fruto do importante e extenso trabalho desenvolvido na pesquisa mineral da CBPM garantindo ainda mais sucesso para a mineração da Bahia, que com essa descoberta poderá vir a ser a segunda colocada na produção mineral do Brasil”, enfatiza Tramm.


Fonte: Brasil Mineral

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