Avaliação preliminar da Aura Minerals sobre projeto Matupá


A Aura Minerals Inc. anunciou o resultado de avaliação econômica preliminar (PEA) da subsidiária integral da Companhia, Projeto de ouro de Matupá, no município de Matupá (MT). O PEA será arquivado dentro dos 45 dias subsequentes – no primeiro trimestre de 2022 - e estará disponível no perfil da Aura no SEDAR, em www.sedar.com. Pelo estudo, serão necessários investimentos de aproximadamente US$ 94.6 milhões, com payback de 2,1 anos, chegando a um valor presente líquido (VPL) de cerca de US$ 86 milhões.


Durante os primeiros três anos do projeto Matupá, a Aura deverá atingir uma produção anual de ouro média de mais de 60.000 onças e Custo Caixa Total (AISC) médio de US$ 591,4 por onça. Durante os primeiros sete anos estimados de vida útil (LOM), a produção anual média é estimada em 42.700 onças de ouro, com um AISC de US$ 765 por onça. A estimativa inicial para o LOM do projeto é de sete anos, baseada nos recursos minerais atualizados, de acordo com o relatório técnico do Projeto, conforme padrão para divulgação de projetos minerais, o National Instrument 43-101 (NI 43-101). “O Matupá possui 317.970 onças de recursos medidos e indicados de ouro, que esperamos expandir no futuro próximo com os investimentos em andamento de exploração. Ainda assim, os indicadores financeiros do projeto em sua capacidade atual, com payback em apenas 2,1 anos além de VPL e TIR atrativos, já justificam o início da construção do projeto o mais rápido possível, enquanto trabalhamos para expandir os recursos e as reservas nos próximos anos, os quais deverão aumentar ainda mais os retornos e o VPL do projeto”, disse Rodrigo Barbosa, CEO da Aura. Segundo ele, a mina do projeto Matupá é a céu aberto, fácil de operar e deverá estar dentro do primeiro quartil de custo caixa do setor. “Nossa estratégia é iniciar de maneira simples e trabalhar nas potenciais melhorias conforme gerarmos caixa operacional”.


Matupá está localizado na província aurífera de Juruena-Teles Pires (porção sul-central do cráton amazônico), especificamente no distrito de Peixoto de Azevedo, onde há ocorrências de diversos outros depósitos. A Aura acredita que campanhas adicionais de exploração em Matupá possam apresentar uma oportunidade para expandir e aumentar os recursos minerais e, consequentemente, a potencial expansão da vida útil do Projeto.


A Aura aumentou a extensão de seus direitos minerais, de 28.674 hectares para 62.505 hectares (um aumento de 118%), desde o início de 2020, e planeja manter um plano agressivo de exploração que se iniciou em fins de 2021 e deverá prosseguir para além de 2022. A companhia adquiriu o projeto em 2018, como resultado da fusão da Companhia com a Rio Novo Gold Inc. Desde a aquisição do Projeto, a Aura vem avaliando diversas estratégias com foco na redução do Capex e na otimização dos fluxos de caixa para os primeiros anos da operação, visando à redução de riscos do Projeto e melhoria de seus retornos.


Fonte : Brasil Mineral

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