Altamira vende projeto de ouro Crepori, no Pará, por R$ 1,8 milhão

A Altamira Gold anunciou nesta terça-feira (9) a venda do projeto de ouro Crepori, no sul do Pará, pelo equivalente a aproximadamente R$ 1,82 milhão. Além da parte do negócio em dinheiro, o contrato com a Mineração do Pará Ltda (MAP) prevê também que a companhia canadense manterá um royalty NSR (do inglês net smelter return, ou receita líquida sobre a produção) de 4%.


O projeto Crepori inclui dois direitos minerários que cobrem uma área total de 6.789 hectares. "O projeto está localizado a aproximadamente cinco quilômetros ao norte da pequena operação de mineração de ouro em rocha dura da MAP, que atualmente produz aproximadamente 4.200 onças de ouro por ano", observa comunicado divulgado pela Altamira.

Pelo contrato, cada bloco será vendido por cerca de R$ 900 mil, a serem pagos em até 30 dias após a publicação com a transferência dos direitos minerários pela Agência Nacional de Mineração (ANM), e os royalties de 4% deverão ser pagos após o início da produção em um ou nos dois blocos.

A Altamira promoveu uma campanha de sondagem em Crepori, a primeira na área de garimpo histórica, no fim de 2017. O programa no alvo Zé Milton interceptou três zonas mineralizadas com 1m @ 4,55 g/t de ouro; 4m @ 3,23 g/t de ouro, de 98 a 102 metros; e 5m @ 1,81 g/t de ouro, de 104 a 109 metros.

No alvo Raimundo, a campanha interceptou estreita estrutura de alto teor e apresentou 0,4m @ 8,52 g/t de ouro e uma estrutura de baixo teor mais abaixo, com 0,6m @ 0,66 g/t de ouro. Já no alvo Zé do Bode, a sondagem interceptou duas estruturas de baixo teor, com 2m @ 0,55 g/t de ouro e 2m @ 0,56 g/t de ouro.


A Mineração do Pará, do empresário Valdinei Mauro de Souza, produz atualmente cerca de 350 oz de ouro por mês e possui direitos que somam aproximadamente 15.000 ha na área de Crepori.

O presidente e diretor-executivo da Altamira, Mike Bennett, afirmou que o acordo é "um passo importante" na transição da companhia "de uma empresa de exploração para um produtor júnior de ouro".

"(O negócio) aumentará as receitas futuras, reduzindo ainda mais a nossa necessidade de crescimento de capital por meio de emissões privadas diluídas", observou Bennett. "Este negócio faz parte de uma recente revisão estratégica dos ativos da Altamira, onde decidimos focar todos os esforços de exploração e mineração da empresa em projetos no Cinturão de Alta Floresta (MT), particularmente o avanço do projeto de Cajueiro para produção no final de 2021", concluiu.


Fonte: Noticias de Mineração Brasil

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