Ferbasa investe para verticalizar a operação até 2021


Fabricante de ferroligas vai aportar R$ 500 milhões para reduzir custos e elevar produção.

A Ferro Ligas da Bahia (Ferbasa) vai investir R$ 500 milhões nos próximos três anos para reduzir os seus custos e aumentar a escala de produção. O presidente da companhia, Márcio Barros, disse ao Valor que a meta da companhia é, até 2021, ter toda a sua produção de ferroliga verticalizada, com extração de minério, geração de energia e fabricação de coque metalúrgico.

“Na produção de coque metalúrgico, estamos em negociação para a formação de joint venture com uma produtora de carvão mineral, insumo do coque. No próximo ano devemos anunciar essa parceria”, disse o executivo.

No ano passado, a Ferbasa produziu 263,56 mil toneladas de ferroligas, sendo a maior parte de ligas de cromo e o restante de silício. Esse volume foi 11,6% maior que o apurado em 2017. A liga de cromo é muito usada na produção de aço inox e a de silício é insumo para aços especiais e brutos. “Devemos manter o ritmo de produção de 2018 neste ano. O mercado ainda está aquecido para os nossos produtos”, afirmou o executivo.

Outra frente da companhia para melhorar o desempenho operacional é a extração do minério de cromo. O plano da Ferbasa, segundo Barros, é aumentar a produção de concentrado de cromo, em três anos, em cerca de 20 mil toneladas por mês. Atualmente, a companhia produz 42 mil toneladas de concentrado de cromo mensalmente e a meta é chegar a 60 mil a 61 mil toneladas do produto em 2021.


“Hoje, praticamente o que produzimos é usado em nossos altos-fornos. Mas, com o aumento da nossa produção, a meta é exportar o excedente diversificando, dessa forma, o nosso portfólio”, disse Barros.

Segundo ele, as exportações de concentrado de cromo da Ferbasa ainda são incipientes. Em 2017, a companhia embarcou 50 mil toneladas e no ano passado, outras 25 mil toneladas. “Exportamos o que não usamos em nossa produção de ferroliga, quando o preço internacional e a demanda compensam. Em 2021, podemos ser exportadores desse insumo.”

Hoje, a Ferbasa mantém duas minas, uma a céu aberto, em Campo Formoso e uma subterrânea, em Andorinha, todas na Bahia. O executivo ressaltou que a companhia realiza estudos para aumentar a vida útil de sua mina a céu aberto, que hoje tem reserva para quatro anos, para 10 a 12 anos de produção. Já a mina subterrânea, Barros esclareceu que essa unidade tem uma reserva para exploração por mais 80 anos.

Esse aumento da produção de minério de cromo faz parte do projeto Hard Lump, que conta com a compra de seis separadores do mineral por sensor, equipamento chamado de Raio-X que terá a operação plena em 2021, com a produção de 60 mil a 61 mil toneladas de minério de cromo. “Até agosto, vamos instalar mais dois equipamentos desse tipo. A meta é chegar em 2021 com oito separadores em nossa operação”, disse o executivo.

Na produção de liga de silício, Barros acrescentou que a companhia planeja dobrar o volume em três anos. “A meta é chegar a 24 mil toneladas de concentrado de silício em 2021.” O executivo acrescentou que a companhia comprou equipamentos de lingotamento para permite refinar melhor o minério e chegar a 88,8% de concentração e perdas de 2,5%. No método atual, o de piscinões, esse beneficiamento atinge 82,8% e as perdas, 3,5%.

Fonte: Valor Econômico


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