Ferbasa avança com projetos de aumento de produção de cromo na Bahia


A Companhia de Ferro Ligas da Bahia (Ferbasa) afirma que a produção de minério de cromo pode chegar a 60 mil toneladas por ano em 2022, parte do escopo do projeto Hard Lump. A informação faz parte de uma apresentação do fabricante de ferroligas feita a investidores na Apimec, em São Paulo, neste mês.

"O projeto de competitividade do Hard Lump tem como objetivo principal a redução do custo das Ligas de FeCr [ferrocromo] e exportação do excedente de minério", diz a companhia. A demanda da área de metalurgia da empresa é de 40 mil toneladas por ano, os volumes acima disso pode ser exportado. A companhia opera duas minas em Andorinha e Campo Formoso, na Bahia.

Segundo a apresentação, as principais diretrizes do empreendimento são: o aumento da produção em quatro etapas independentes; a melhoria do processo da recuperação do minério bruto, ou ROM (run of mine) e nas bancas de rejeito; a redução do ROM extraído e do desenvolvimento da mina; e a otimização da vida útil da mina.

As etapas do projeto são marcadas pelo uso de separadores que usam sensores de raios-X das marcas Steinert e Tomra. De acordo com a apresentação, a base de quatro separadores instalada em 2018 vai ser duplicada até 2021.

Além do projeto Hard Lump, a Ferbasa abordou outros projetos de otimização, como o de Automação dos Equipamentos Estacionários, que contém uma série de projetos. Um deles visa obter uma redução de 50% a 70% do consumo de energia elétrica com acionamento sob demanda de equipamentos.

Outro projeto de automação quer, pelo uso de dampers no circuito de ventilação de minas subterrâneas, reduzir em até 42% o consumo de energia em uma área piloto. Outros projetos tratam de operação autônoma de equipamentos, aumento de produtividade e segurança operacional.

Sobre a recuperação de minérios em banca de rejeitos, a companhia disse que atualmente estão sendo realizados estudos para aumento da capacidade do bombeamento de rejeito, e realização de projeto para início da recuperação dos rejeitos estocados nas bancas, que somam mais de 3 milhões de toneladas com teor médio aproximado de 8% Cr2O3. As informações são da Ferbasa.


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