SINDIMINA - Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Extração, Pesquisa e Benefício de Ferro, Metais Básicos e Preciosos de Serrinha e Região

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Mineração em MG precisa de 34 mil profissionais qualificados até 2020


O Mapa do Trabalho Industrial, elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), mostra que o setor minerário em Minas Gerais vai precisar de 34.239 trabalhadores até o ano de 2020. O estudo, divulgado neste mês de novembro, indica que o Estado terá que qualificar 1,4 milhão de profissionais para 13 diferentes áreas laborais. Dos mais de 34 mil profissionais para o setor de mineração que precisam se qualificar, 12.491, de acordo com estudo do Senai, são “trabalhadores de extração de minerais sólidos”, também chamados na pesquisa de operadores de máquina. Para esta área, o Senai indica cursos de qualificação de mais de 200 horas de duração, para jovens ou profissionais com nível de escolaridade variável, dependendo do cargo de ocupação.

“O Mapa do Trabalho Industrial é elaborado a partir de cenários que estimam o comportamento da economia brasileira e dos seus setores. A pesquisa projeta o impacto sobre o mercado de trabalho e estima a demanda por formação profissional (inicial e continuada). As projeções e estimativas são desagregadas no campo geográfico, setorial e ocupacional, e servem como parâmetro para o planejamento da oferta de cursos do Senai”, diz trecho da metodologia da pesquisa.

Além da mineração, as outras 12 áreas que demandam formação profissional são: construção, 450.591 trabalhadores; meio ambiente e produção, 234.726; metalmecânica, 185.182; alimentos, 133.440; vestuário e calçados, 107.418; energia, 71.649; veículos, 52.930; tecnologias da informação e comunicação 50.005; petroquímica e química, 30.660; madeira e móveis, 27.163; papel e gráfica, 15.516 e pesquisa, desenvolvimento e design, 8.442.

Segundo os especialistas responsáveis pela elaboração do Mapa, a área de Meio Ambiente e Produção é a que mais demanda a formação de profissionais técnicos, mais de 44 mil. Para os pesquisadores, entre outros fatores, as empresas passaram a ter maior controle sobre os impactos ambientais dos processos produtivos diante de mudanças recentes na legislação. Além disso, ganhos de produtividade podem ser obtidos com a melhoria na gestão do processo produtivo, medida importante em cenário de lenta recuperação econômica.

De acordo com o Senai, a pesquisa foi elaborada com o objetivo de subsidiar o planejamento da oferta de formação profissional da instituição. Segundo a empresa, a pesquisa também pode apoiar os jovens brasileiros na escolha da profissão e, com isso, aumentar suas chances de ingresso no mercado de trabalho. Em todo o Brasil, será necessário qualificar 13 milhões de trabalhadores em ocupações industriais nesse período.

A demanda por formação inclui a requalificação de profissionais que já estão empregados e aqueles que precisam de capacitação para ingressar em novas oportunidades no mercado. “O estudo demonstra a vitalidade do mercado de trabalho no Brasil no horizonte dos próximos quatro anos. Profissionais qualificados terão mais chance de aproveitar as oportunidades que surgirem quando a economia voltar a crescer e as empresas retomarem as contratações”, afirma o diretor-geral do Senai e diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi.

Fonte: Notícias de Mineração Brasil